Autor: William Peter Blatty
Páginas: 333
Editora: Editora Nova Fronteira
Ano de Lançamento: 1972
Nota: 9/10
O Exorcista
foi o primeiro livro do gênero que li e posso dizer que foi espetacular. Ao
buscar a próxima leitura, me interessei pelo gênero terror e dentre os livros da
minha estante, estava O Exorcista de Blatty. O mesmo me chamou bastante a
atenção. Não me arrependo e ainda me interessou ainda mais por livros do mesmo
gênero. Existem algumas revelações sobre o enredo, mas nada exagerado =)
O livro conta a história de um
caso de possessão na filha da renomada estrela de filmes Chris MacNeil, Vendo nos últimos dias um comportamento estranho na filha, a atriz
resolve verificar o que está havendo e depois de um curioso acontecimento em
uma festa dada por Chris em sua casa, ela resolve pedir ajuda. A história
também é paralela com o jesuíta Damien Karras, ao meu ver o protagonista da
história. Dentre os personagens, muito bem trabalhados por Blatty, encontram-se
Burke Dennings, um diretor que trabalha com Chris, Sharon Spencer, assistente
de Chris e professora particular de Regan, o detetive William F. Kinderman, que
investiga um assassinato e outros.
Um ponto extremamente importante
é que Blatty é muito detalhado, sua escrita é riquíssima em detalhes, com
palavras ordenadas em uma forma plausível que remete a imaginação do leitor a
criar o lugar exatamente como está escrito, o que faz com que você seja dominado
pela escrita do autor. A terceira pessoa nos traz diversos clímax, entre eles a
primeira conversa entre Karras e Regan.
Um livro intrigante, leva a seus
leitores um terror coloquial, onde os sentimentos dos personagens conseguem
ultrapassar as páginas amareladas da obra. Tem forte influência psicológica, o
medo gerado a partir de cada palavra realmente nos deixa em um lugar longe da
zona de conforto, fazendo com que paire uma perturbação ao nosso redor. Em todo
o livro, temos a dúvida se
realmente o exorcismo irá acontecer, desperta ansiedade que faz com que não
paramos a leitura até encontrarmos as respostas.
O Exorcista merece em uma classificação de 0 a 10, nota 9.0. Algo
particular que tenho é deixar a imaginação do leitor trabalhar fazendo com que
o mesmo se assemelhe à história. Apesar dos mínimos detalhes transcritos,
Blatty tem uma obra excepcional que faz com que seus leitores participem da
trama de modo que sentimos a angústia de Chris, a perturbação de Karras e a
curiosidade de Kinderman.
Por Bruno Maslin

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