segunda-feira, 18 de julho de 2016

Resenha: O Exorcista de William Peter Blatty


Autor: William Peter Blatty
Páginas: 333
Editora: Editora Nova Fronteira
Ano de Lançamento: 1972
Nota: 9/10

     O Exorcista foi o primeiro livro do gênero que li e posso dizer que foi espetacular. Ao buscar a próxima leitura, me interessei pelo gênero terror e dentre os livros da minha estante, estava O Exorcista de Blatty. O mesmo me chamou bastante a atenção. Não me arrependo e ainda me interessou ainda mais por livros do mesmo gênero. Existem algumas revelações sobre o enredo, mas nada exagerado =)
        O livro conta a história de um caso de possessão na filha da renomada estrela de filmes Chris MacNeil, Vendo nos últimos dias um comportamento estranho na filha, a atriz resolve verificar o que está havendo e depois de um curioso acontecimento em uma festa dada por Chris em sua casa, ela resolve pedir ajuda. A história também é paralela com o jesuíta Damien Karras, ao meu ver o protagonista da história. Dentre os personagens, muito bem trabalhados por Blatty, encontram-se Burke Dennings, um diretor que trabalha com Chris, Sharon Spencer, assistente de Chris e professora particular de Regan, o detetive William F. Kinderman, que investiga um assassinato e outros.
  Um ponto extremamente importante é que Blatty é muito detalhado, sua escrita é riquíssima em detalhes, com palavras ordenadas em uma forma plausível que remete a imaginação do leitor a criar o lugar exatamente como está escrito, o que faz com que você seja dominado pela escrita do autor. A terceira pessoa nos traz diversos clímax, entre eles a primeira conversa entre Karras e Regan.
      Um livro intrigante, leva a seus leitores um terror coloquial, onde os sentimentos dos personagens conseguem ultrapassar as páginas amareladas da obra. Tem forte influência psicológica, o medo gerado a partir de cada palavra realmente nos deixa em um lugar longe da zona de conforto, fazendo com que paire uma perturbação ao nosso redor. Em todo o livro, temos a dúvida se realmente o exorcismo irá acontecer, desperta ansiedade que faz com que não paramos a leitura até encontrarmos as respostas.
       O Exorcista merece em uma classificação de 0 a 10, nota 9.0. Algo particular que tenho é deixar a imaginação do leitor trabalhar fazendo com que o mesmo se assemelhe à história. Apesar dos mínimos detalhes transcritos, Blatty tem uma obra excepcional que faz com que seus leitores participem da trama de modo que sentimos a angústia de Chris, a perturbação de Karras e a curiosidade de Kinderman.


Por Bruno Maslin

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